<Motion lg="PT" type="RE" xmlns="http://redmap.europa.eu/xml/iPlRe-v2-0#" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://redmap.europa.eu/xml/iPlRe-v2-0# iPlRe_v2-0.xsd"><Cover><Date>17.4.2012</Date><Ref>B7-0201/2012</Ref><Blk-Title-Cover><Title-Type>PROPOSTA DE RESOLUÇÃO</Title-Type><Title-NextTo><p margin-bottom="12pt" margin-left="70.9pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt">apresentada na sequência de uma declaração da Vice-Presidente da Comissão/Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança</p>
</Title-NextTo><Title-Recueil><p margin-bottom="12pt" margin-left="70.9pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt">nos termos do artigo 110.º, n.º 2, do Regimento</p>
</Title-Recueil><Title><p margin-bottom="0pt" margin-left="70.9pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt">sobre a situação no Mali</p>
</Title><p margin-bottom="24pt" margin-left="70.9pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt">(<ANCHOR href="#reds:DirContProc/RSP-2012-2603" data-rel="reds" redmap-uri="/reds:DirContProc/RSP-2012-2603">2012/2603(RSP)</ANCHOR>)</p>
<Blk-Author><p margin-bottom="0pt" margin-left="70.9pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt"><span font-weight="bold"><Author id="96750">François Alfonsi</Author>, <Author id="96815">Judith Sargentini</Author>, <Author id="96737">Nicole Kiil-Nielsen</Author>, <Author id="28409">Raül Romeva i Rueda</Author>, <Author id="96732">Malika Benarab-Attou</Author></span></p>
</Blk-Author><Body type="OTHER"><p margin-bottom="0pt" margin-left="70.9pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt">em nome do Grupo VERTS/ALE</p>
</Body>
</Blk-Title-Cover><Num-PE>PE486.755v01-00</Num-PE></Cover><Section><Ref>B7&#8209;0201/2012</Ref><Title-Section><p margin-bottom="0pt" margin-left="0pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt"><span font-weight="bold">Resolução do Parlamento Europeu sobre a situação no Mali</span></p>
<p margin-bottom="24pt" margin-left="0pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt"><span font-weight="bold">(<ANCHOR href="#reds:DirContProc/RSP-2012-2603" data-rel="reds" redmap-uri="/reds:DirContProc/RSP-2012-2603">2012/2603(RSP)</ANCHOR>)</span></p>
</Title-Section><p margin-bottom="12pt" margin-left="0pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt">O Parlamento Europeu,</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">–   Tendo em conta as declarações de Catherine Ashton, Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, sobre o golpe militar no Mali,</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">–   Tendo em conta a declaração do Serviço de Ajuda Humanitária da Comissão Europeia sobre a prevenção de uma crise humanitária no Mali,</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">–   Tendo em conta as declarações do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o golpe militar,</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">–   Tendo em conta o Acordo de Argel de 2006 sobre o desenvolvimento e a paz no Norte do Mali,</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">–   Tendo em conta o acordo-quadro assinado em 6 de abril de 2012 pela junta militar e a CEDEAO,</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">–   Tendo em conta o n.º 2 do artigo 110.º do seu Regimento,</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">A. Considerando que o Movimento Nacional Tuareg de Libertação de Azwad anunciou o controlo de três regiões do norte do Mali - Gao, Kidal e Timbuktu - com o objetivo de formar um novo Estado;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">B.  Considerando que um grupo islâmico denominado Ansar Dine, que mantém ligações estreitas com a Al&#8209;Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), declarou ter assumido o comando de Timbuktu e quer impor a lei islâmica Sharia no Mali;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">C. Considerando que, no passado, foram assinados diversos acordos de paz entre o governo do Mali e o Movimento Tuareg de Libertação que visavam o desenvolvimento económico do Norte, a descentralização e a integração do grupo Tuareg nas estruturas civis e militares; que, apesar das diversas iniciativas de paz, a tensão manteve-se entre o governo central e o Movimento Nacional Tuareg de Libertação de Azwad;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">D. Considerando que um grupo de militares anunciou o golpe de Estado, em 22 de março de 2012, que derrubou Amadou Toumai Toure, o presidente eleito democraticamente;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">E.  Considerando que, com a mediação da CEDEAO, foi acordado o restabelecimento da ordem constitucional, em consonância com a Constituição do país, e que o Presidente da Assembleia Nacional foi empossado como Presidente em exercício;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">F.  Considerando que a situação humanitária na zona controlada pelos rebeldes tem vindo a agravar-se, com pilhagens, raptos e o caos a obrigar as populações a fugir da região;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">G. Considerando que o Burquina Faso, o Mali, a Mauritânia, o Níger, o Senegal, o Chade, o norte dos Camarões e a Nigéria estão a ser afetados por uma conjuntura de seca, pobreza, preços elevados dos cereais, degradação do ambiente, subdesenvolvimento crónico, e que, segundo agências das Nações Unidas, mais de 10 milhões de pessoas lutam para se alimentarem devidamente;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">H. Considerando que a série de raptos, reclamados por um grupo terrorista com ligações à Al&#8209;Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), ainda se mantém e que, em 15 de abril, um missionário cristão suíço foi raptado por um grupo em Timbuktu, que detém já 13 reféns ocidentais;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">I.   Considerando que a proliferação de armas provenientes da Líbia, o tráfico de droga, o desemprego elevado e a pobreza contribuem para a destabilização de toda a região;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">J.   Considerando que a situação na Líbia, que deu origem a um descontrolado e enorme fluxo de arsenal de armas deste país para os países vizinhos e fez com que mercenários bem munidos regressassem ao Mali, se repercutiu negativamente na segurança e estabilidade de todos os países do Sahel e da região da África Ocidental;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">K. Considerando que é necessário travar o recrudescimento do Islão político na África Ocidental, como a seita islâmica Boko Haram, atacando as causas estruturais da pobreza tanto no Mali como na África Ocidental, que residem no desenvolvimento económico e social e na distribuição da riqueza;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">L.  Considerando que estes conflitos têm origem, regra geral, no desrespeito dos direitos humanos, na ausência do Estado de direito, em tensões étnicas e religiosas, no crime organizado, em injustiças e desigualdades e num desenvolvimento económico insuficiente;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">M. Considerando que os direitos humanos são indivisíveis e o respeito dos direitos civis, bem como dos direitos socioeconómicos, são fundamentais para o desenvolvimento sustentável e a paz;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">1.  Congratula-se com a intervenção decisiva da CEDEAO que conduziu à reposição da ordem constitucional no Mali;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">2.  Insta as autoridades malianas e o Movimento Tuareg de Libertação a encontrarem uma solução pacífica e duradoura assente no diálogo construtivo;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">3.  Considera que uma solução pacífica para a situação no Mali exige que se combata a causa profunda do conflito, o que implica ter acesso equitativo aos recursos que permita assegurar um desenvolvimento sustentável e equitativo das regiões, a redistribuição da riqueza e os direitos humanos fundamentais, incluindo os direitos das minorias;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">4.  Apela à abertura de um corredor humanitário para que seja prestada assistência a centenas de milhares de pessoas que, na sequência do conflito, estão deslocadas no Mali, muitas das quais têm procurado refúgio nos países vizinhos como o Níger, a Mauritânia e o Burquina Faso; exorta igualmente a uma resposta global e rápida à crise humanitária no Sahel;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">5.  Insta os governos da África Ocidental a combaterem a proliferação de armas e o tráfico de droga, colocando o desenvolvimento equilibrado e sustentável no centro das suas políticas, a fim de proporcionar à população em geral serviços públicos básicos e gerar emprego aos jovens, em particular;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">6.  Insta as autoridades do Mali, os governos da África Ocidental e o Movimento Nacional Tuareg de Libertação de Azwad a envidarem todos os esforços possíveis para que todos os reféns sejam imediatamente libertados;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">7.  Está convencido de que uma solução duradoura na região deve visar o reforço das instituições estatais e da participação ativa dos cidadãos na tomada de decisões e criar as bases para um desenvolvimento económico sustentável e equitativo;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">8.  Insta a Comissão e o Conselho a tomarem iniciativas com a CEDEAO de modo a facilitar o diálogo para a paz na região;</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="17.85pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt" text-indent="-17.85pt">9.  Encarrega o seu Presidente de transmitir a presente resolução ao Conselho, à Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, à Comissão, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, à União Africana e à CEDEAO.</p>
<p margin-bottom="12pt" margin-left="0pt" margin-right="0pt" margin-top="0pt"> </p>
</Section></Motion>